domingo, 6 de junho de 2010

Entrevista com Cláudio Beato: "Inteligência vai além do que é feito pela Polícia"

Reportagem feita pela parceria Comunidade Segura e Fórum Brasileiro de Segurança Pública

ENTREVISTA / Claudio Beato

claudio_beato.jpgO professor Cláudio Chaves Beato Filho, coordenador geral do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp/UFMG), defende que o combate ao crime seja feito com mais inteligência. “O conceito de inteligência deve ir mais além do que é feito na polícia”, diz, referindo-se ao que já existe em termos de inteligência policial.

Ele colabora atualmente para o governo de Minas Gerais, tendo idealizado e implementado programas como o Fica Vivo! e o modelo de Integração Policial e Gestão Segurança Pública (Igesp) no estado. À frente do Crisp, entre as atividades de pesquisa que desenvolve, Beato treina e avalia o policiamento comunitário. Nesta entrevista, o professor fala da importância do monitoramento e avaliação dos projetos e da necessidade de “serem refeitos e repensados ao longo do tempo”, para que tenham sucesso e sejam adequados à realidade.

Beato também é consultor para o desenvolvimento de programas e projetos de controle e prevenção da violência do governo federal, em diversos estados brasileiros e na Colômbia. Também já atuou junto ao Banco Mundial, ao Banco Interamericano de Desenvolvimento e ao Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC).

Toda esta experiência parece que deu a Beato uma visão ampla de como se tratar a criminalidade. Ao mesmo tempo, o pesquisador não despreza as peculiaridades dos dados que recolhe e ressalta a importância de estratégias diferentes para tratar da dinâmica criminal em cada localidade. “Não se pode usar a mesma fórmula para lugares diferentes”, defende.

Que conceito de inteligência deve ser usado no combate à criminalidade?

O conceito de inteligência deve ser mais amplo do que é feito atualmente pela polícia. É necessário incorporar a análise criminal. É preciso trabalhar com padrões, tendências, regularidades e, através disto, agir com inteligência no combate à criminalidade.

O que estes padrões nos têm a dizer?

Eles são dados relevantes que exigem analistas de dados, estatísticas e softwares para compreendermos o crime. É uma compreensão de por que ocorrem os fenômenos. Para isso, é necessário trabalhar com profissionais diferentes, multidisciplinares. Daí falar em criação de centros de inteligência, tais como o Instituto Segurança Pública (ISP) no Rio de Janeiro.

Isto, complementado com a investigação policial e atividades de prevenção. A idéia é entender, controlar e prevenir. As pessoas acham que inteligência é a escuta telefônica. Não é só isto. É preciso, por exemplo, o mapeamento da atuação de gangues, a identificação das tendências locais e o modo como as gangues são estruturadas.

O que o Crisp vem analisando hoje?

Há um sistema de monitoramento de gangues na região de Belo Horizonte. Usa-se a tecnologia para compartilhar informações, qualificar pessoal e identificar grupos que atuam na cidade. É preciso compreender qual é o relacionamento que existe entre os membros do grupo.

A inteligência policial não consegue entender como se formam as gangues. Não é só por dinheiro. As gangues são mais que isto. Há um processo de socialização. Fazer parte de uma gangue é ter respeito, é fazer com que as meninas gostem mais de você. Os jovens das gangues não ganham muito dinheiro. É como a gravidez. É uma forma de autonomia das adolescentes, não é só educação sexual que resolve. 

Em Minas Gerais nós vemos este tipo de inteligência?

A Secretaria de Estado e Defesa Social (Seds) tem uma assessoria de informações. Parte da análise criminal (referindo-se à secretaria) já foi feita pelo Crisp. Mas hoje a Seds caminha sozinha. Programas como Fica Vivo! e Igesp têm ação estratégica e análise dos dados.

Estes programas mapeiam a criminalidade local?

Eles mostram padrões gerais e tendências locais. Agora, só podemos dizer coisas gerais da dinâmica criminal local, não quer dizer que possamos dar nomes. A intervenção estratégica é importante para acalmar o lugar. Se não se exerce a prevenção, outros projetos ficam reféns nas comunidades. Há lideranças e projetos que ficam nas mãos do tráfico.

O que é feito com estas análises?

Identificamos problemas característicos de cada lugar. Senão, você usa a mesma fórmula de combate ao crime para lugares diferentes. Na Pedreira Prado Lopes, por exemplo, o problema de saúde pública é muito maior que o de segurança, por causa dos usuários de crack. Temos que compreender os fatores envolvidos, que não são policiais, mas sim sociais. Outro ponto na comunidade é a substituição de renda. Lá ainda lucra-se com o tráfico. É preciso conectar dados que estão em instâncias diferentes.

Que tipo de intervenção se faz com estes dados?

Há tipos de intervenções diferentes para os diferentes dados: policial, social ou combinadas. Além da intervenção, é preciso monitorar o que se faz. Não adianta fazer um belo projeto, se os homicídios não caem. O projeto tem de ser refeito e repensado o tempo todo.

O crime tem a ver, na maioria das vezes, com a má distribuição de renda?

Crime não é renda somente. Pergunte aos jovens quanto eles ganham no tráfico. Você vai ver que a maioria ganha em torno de R$ 400. Nós descobrimos que o maior problema nestas áreas é que o jovem é ocioso. Chegamos nas comunidades e vemos um monte de garotos sem fazer nada. A ociosidade é um problema maior que a baixa renda. Trabalhando, o jovem ganharia até mais. O Fica Vivo!, por exemplo, trabalha na ociosidade destes jovens.

Mas a distribuição de renda não tiraria estes jovens do tráfico?

Estes meninos estão na faixa dos 14 anos. Neste sentido, a qualificação dos jovens é mais importante. Mas isto tem de ser combinado com incentivo de locais onde eles possam trabalhar. Isso o Fica Vivo! ainda não conseguiu. É um passo que o programa deve trilhar. O Estado tem de trabalhar em diversas áreas. Qualificação de jovens, empregabilidade. Não só para conter a criminalidade.

Programas de distribuição de renda não contribuem para derrubar as taxas de criminalidade?

As políticas têm de ser focalizadas. O bolsa família, por exemplo, é 20 vezes menos eficaz que o Fica Vivo! para a prevenção de crimes. Aquele é um programa universalizante, e o Fica Vivo! é focalizado. O bolsa família é bom pra tirar pessoas da linha de pobreza, não para combater crimes. Há uma especificidade nos programas de prevenção. Há intervenção estratégica, não são somente programas sociais.

O senhor vê ações como o mapa de georreferenciamento de homicídios publicado pela Seds como positivas?

O mapa é o controle que a sociedade tem sobre a sua área. É uma ação que envolve a sociedade. É um exemplo de tecnologia que foi desenvolvida aqui.



Fonte: Comunidade Segura via Blog da Renata

sábado, 5 de junho de 2010

Processos de preservação da Ordem Pública



NOTE QUE NA IMAGEM ESTÃO OS PROCESSOS INERENTES Á PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA QUE PODE SER DEFINIDA COMO:

UMA SITUAÇÃO - É o estado de serenidade, de apaziguamento, de tranquilidade pública decorrente da consonância com as leis e os preceitos que regulam uma coletividade.

UM REGRAMENTO
- É o conjunto de regras formais, coativas, que emanam do ordenamento jurídico de uma nação, tendo o escopo de regular as relações sociais e estabelecer um clima de convivência harmoniosa e pacífica.

A PREVENÇÃO PODE SER ATRAVÉS DE AÇÕES:

- Policiais - permanência nas ruas,responsabilidade territorial, mediadora, investigativa, pericial, coativa, reativa e comunitária;
- Educacionais – futuro do jovem ensino científico, desportivo, artístico e técnico;
- Saúde pública - tratamento preventiva, drogas, desvios comportamentais;
- Sociais – medidas inclusivas, emprego, igualdade e solidariedade;
- Poderes e Leis - fortes e confiáveis confiança e respeito às leis e à autoridade;
- SISTEMA DE ORDEM PÚBLICA - presença efetiva e integrada dos instrumentos de coação, justiça e cidadania;
- Aplicação dos princípios federativos e democráticos – igualdade, liberdade e humanidade;
- Execução penal - supervisionada por juízes e defensores, condições dignas, disciplina, trabalho, segurança, educação, formação profissional, assistência, reação ao aliciamento e domínio de facções, monitoramento dos benefícios, reinclusão na sociedade e no mercado de trabalho.

O cumprimento das leis e o fortalecimento da autoridade num regime democrático advém de uma cultura de ordem e respeito aos limites dos direitos individuais impostos pelo desejo da coletividade. Para isto, o povo brasileiro constituiu um Estado Federativo para governat através dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Se o Estado é fraco e desacreditado, as leis não serão cumpridas, a autoridade não será respeitada e a desordem selará o destino do povo. A cultura é uma questão de ordem e não a ordem uma questão de cultura.



Fonte: Blog da Insegurança

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Comandante do 2º BPM apresenta Plano de Operações para o emprego do policiamento no Mossoró Cidade Junina 2010

Imagem retirada da internet, meramente ilustrativa

O comandante do 2º BPM, Tenente Coronel Eliezer, apresentou para toda imprensa mossoroense, na manhã de hoje, o Plano de Operações de emprego do Policiamento para a 13ª edição do Mossoró Cidade Junina. A intenção é superar os resultados do ano anterior, onde os índices de ocorrências registradas no âmbito das festas foram baixos, se considerarmos o porte da festa. Durante a reunião com a imprensa o Tenente Coronel Eliezer divulgou todas as ações que serão desenvolvidas pela polícia militar.

Uma das questões mais abordadas pelos jornalistas foi sobre a estrutura disponibilizada para a Polícia Militar. Na edição deste ano a PM conta com praticamente toda estrutura montada na edição do ano anterior e ainda por cima, com a correção de algumas falhas.

O monitoramente através de câmeras de vídeo continuara e desta vez estará sendo montada uma estrutura ainda melhor do que a do ano anterior. As entradas de acesso para o interior da Estação das Artes também seguirão do mesmo modo do ano passado, ou seja, qualquer pessoa que tiver acesso ao ambiente de festas deverá passar por uma abordagem pessoal, primeiro através de um detector de metal, e caso o policial desconfie de algo, a revista será manual. Todos os objetos que o cidadão portar também serão revistados.
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Efetivo - Para as noites dos shows, o 2º BPM empregará um efetivo de 300 policiais, divididos entre policiamento a pé, viaturas, motocicletas e cavalaria. Além disso, por determinação do Comandante do 2º BPM uma equipe de policiais ficará em um Posto de Comando com a responsabilidade de anotar todas as alterações que acontecerem no decorrer dos dias de festas. Esse levantamento servirá como base para consultas futuras, bem como, para alicerçar novas determinações no decorrer do evento.


Fonte: Toxina

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Subtenente da PMRN mantém maior acervo sobre a história da Polícia Militar do Estado já publicado na Internet

Print do Blog Oeste News
Para quem gosta de ler e conhecer o passado e a história do Rio Grande do Norte, a dica de hoje e o excelente acervo de informações mantido pelo subtenente da PMRN J Maria, natural de mossoroense, mas que se declara apodiense de coração, pois grande parte de sua vida militar enquanto esteve na ativa foi defendendo a sociedade apodiense.

O Subtenente J Maria não mantém as informações em um único link, mas vários. Segundo o autor em um de seus blogs ele afirma que são mais de 476 links com informações distintas. São tantos fatos e histórias que um único blog não comportaria tantos dados. Seus blogs passam por história da cultura, política, economia e várias outras curiosidades de todos os municípios do RN, além de várias informações que abrangem fatos nacionais e internacionais.

Porém, apesar do acervo ser riquíssimo, pessoalmente o que mais admiro são as milhares de páginas escritas pelo Subtenente J Maria, sobre a PMRN. Nos brinda com informações desde a instalação da primeira unidade de polícia na província do RN até os dias atuais.

Para quem quer dar uma conferida nas informações, indico abaixo dois links que levam aos blogs do autor e a partir deles o internauta pode seguir centenas de outros links para outras páginas também criadas pelo próprio autor.

No mais o TOXINA só tem a elogiar o Subtenente J MARIA, por todos os anos dedicados a investigar e pesquisar tantas informações e agradecer por ter disponibilizado isso para quem quer adquirir tão farta quantidade de informações.

http://jotamaria.blogspot.com/
http://oestenews.blogspot.com/

Fonte: Toxina

Polícia alemã treina abutre para achar cadáveres

A polícia alemã pretende contar com uma nova "arma" para encontrar os corpos de pessoas desaparecidas em áreas de difícil acesso. Um abutre de Turquia, ave que é capaz de detectar o cheiro de carne em decomposição a mil metros, está sendo treinado para localizar os cadáveres.

A ave chamada "Sherlock" está sendo treinada por German Alonso para encontrar corpos de pessoas desaparecidas em áreas remotas. Após o treinamento, a polícia pretende anexar um GPS (sistema de posicionamento global) para rastrear o abutre.

O policial Rainer Herrmann disse que foi um colega seu que teve a ideia depois assistir a um programa sobre vida selvagem. Segundo ele, a ave pode cobrir uma área muito maior do que os cães farejadores, ou os seres humanos.

A maioria das aves se baseia principalmente na visão para localizar a sua ceia. Mas os abutres de Turquia, como Sherlock, têm um sentido de cheiro afiado e são capazes de detectar o cheiro de carne podre a mil metros (3,3 mil pés) no ar.

Fonte: G1 via Cb Heronides