Quem acha que cometer suicídio é burrice tem razão. Homem com QI baixo são os mais propensos a tirar a própria vida. A probabilidade de um homem com QI menor se matar é até quatro vezes maior se comparada a uma pessoa mais inteligente. A ideia é simples assim: quanto menor o coeficiente de inteligência, maior o risco de suicídio.
A descoberta pode ser surpreendente se pensarmos em gênios que tiraram a própria vida, como Ernest Hemingway ou Vincent Van Gogh.
“Há uma percepção de que pessoas com QI mais alto podem ser mais neuróticas, mais ansiosas ou mais deprimidas”, diz Karestan Koenen, psicóloga clínica e professora da Escola de Saúde Pública de Harvard. “Mas a literatura acerta ao mostrar que pessoas com QI mais baixo têm maior risco não apenas de problemas de saúde mental, mas de todos os tipos de problemas de saúde física”, acrescenta Koenen, que não esteve envolvido no novo estudo, mas pesquisa a relação entre QI e saúde mental.
No estudo, publicado no site da British Medical Journal, os pesquisadores acompanharam 1,1 milhão de recrutas militares do sexo masculino na Suécia com uma média de 24 anos. Todos os homens passaram por um teste de QI padronizados entre os 16 e 12 anos. Os pesquisadores descobriram que a taxa de suicídio aumentou de forma constante na medida em que o QI caiu. Entre os homens de maior pontuação no teste, a proporção foi de 1 suicídio a cada 200 recrutas; já entre os homens com a pontuação mais baixa, a taxa foi de cerca de 1 a cada 22. A taxa global do estudo foi de 1,6%, ou cerca de 1 em 60.
Segundo os resultados da pesquisa, os pesquisados com menor QI eram quase nove vezes mais propensos a se matar do que os homens com coeficiente de inteligência maior. Depois de analisados outros fatores que podem influenciar o risco de suicídio – como status socioeconômico, educação e até mesmo índice de massa corporal – a tendência ao suicídio ainda era 3,5 maior nos homens do primeiro grupo.
“Nós não estamos falando de um grupo de hospital ou de uma população doente, portanto esses resultados são generalizáveis para a população em geral”, diz o principal autor do estudo, David Batty, do Conselho Médico de Pesquisa em Glasgow, na Escócia.
Batty sugere que as pessoas com QI mais baixo são mais propensos a tentar o suicídio porque eles podem ter mais dificuldade em falar sobre problemas pessoais ou até mesmo em encontrar soluções para eles.
“Os indivíduos com maiores escores de QI podem ser melhor capazes de descrever alguns dos problemas por que estão passando para os amigos e profissionais de saúde”, diz. “Eles podem identificar a necessidade de consultar um profissional de saúde antes ou lidar com as causas dos seus pensamentos suicidas por mudança de emprego ou a resolução de relacionamentos”, completa Batty.
Fonte: [CNN] via HypeScience
Informações e dicas de segurança reunidas pelo principal órgão de segurança pública da cidade: o 2º Batalhão de Polícia Militar.
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Governo incentiva combate à violência contra pessoa idosa

Romper com o pacto de silêncio para a preservação dos direitos de quem já contribuiu por toda uma vida com a sociedade. Ontem, dia 15 de junho de 2010, quando se comemorou o Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa, a Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e Assistência Social (SETHAS) chamou a atenção dos municípios do Rio Grande do Norte para a necessidade de sensibilização, conscientização e envolvimento da população e do poder público com a temática.
Para exaltar a importância da data, a Sethas propõe aos municípios uma série de atividades para trabalhar de forma conjunta durante toda a semana a garantia de direitos, cidadania e qualidade de vida para as pessoas idosas em todo o Estado.
A programação proposta incluiu desde a realização de campanhas educativas para esclarecimento do Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência Contra a Pessoa Idosa e dos instrumentos de defesa, da promoção de seminários com temas relacionados ao enfrentamento da violência, utilizando como referência o Estatuto do Idoso; o Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência contra a Pessoa Idosa; a Política Nacional de Redução de Acidentes e Violência, Conselho Municipal de Direitos dos Idosos e delegacias especializadas; a mobilizações para realização de caminhadas, passeatas, distribuição de material educativo e apresentações culturais.
Para exaltar a importância da data, a Sethas propõe aos municípios uma série de atividades para trabalhar de forma conjunta durante toda a semana a garantia de direitos, cidadania e qualidade de vida para as pessoas idosas em todo o Estado.
A programação proposta incluiu desde a realização de campanhas educativas para esclarecimento do Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência Contra a Pessoa Idosa e dos instrumentos de defesa, da promoção de seminários com temas relacionados ao enfrentamento da violência, utilizando como referência o Estatuto do Idoso; o Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência contra a Pessoa Idosa; a Política Nacional de Redução de Acidentes e Violência, Conselho Municipal de Direitos dos Idosos e delegacias especializadas; a mobilizações para realização de caminhadas, passeatas, distribuição de material educativo e apresentações culturais.
forma de violencia - Abuso físico, maus-tratos físicos ou violência física: são expressões que se referem ao uso da força física para compelir os idosos a fazerem o que não desejam, para feri-los, provocar-lhes dor, incapacidade ou morte.
Abuso psicológico, violência psicológica ou maus-tratos psicológicos: correspondem a agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar os idosos, humilhá-los, restringir sua liberdade ou isolá-los do convívio social.
Abuso sexual, violência sexual: são termos que se referem ao ato ou jogo sexual de caráter homo ou hetero-relacional, utilizando pessoas idosas. Esses abusos visam obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças.
Abandono: é uma forma de violência que se manifesta pela ausência ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção. Negligência: refere-se à recusa ou à omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos, por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. A negligência é uma das formas de violência contra os idosos mais presentes no país. Ela se manifesta, frequentemente, associada a outros abusos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em particular para as que se encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade. Abuso financeiro e econômico: consiste na exploração imprópria ou ilegal dos idosos ou ao uso não consentido por eles de seus recursos financeiros e patrimoniais. Esse tipo de violência ocorre, sobretudo, no âmbito familiar. Autonegligência: diz respeito à conduta da pessoa idosa que ameaça sua própria saúde ou segurança, pela recusa de prover cuidados necessários a si mesmo. Denuncia aos órgãos competentes: Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa: 3232-1199/3232-5450; Conselho Municipal do Idoso Natal: 3232-8589; Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso-Natal: 3232-0521/3232-6085; Promotoria do Idoso: 3232-7244; SOS Idoso: 0800-0841021.
Abuso psicológico, violência psicológica ou maus-tratos psicológicos: correspondem a agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar os idosos, humilhá-los, restringir sua liberdade ou isolá-los do convívio social.
Abuso sexual, violência sexual: são termos que se referem ao ato ou jogo sexual de caráter homo ou hetero-relacional, utilizando pessoas idosas. Esses abusos visam obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças.
Abandono: é uma forma de violência que se manifesta pela ausência ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção. Negligência: refere-se à recusa ou à omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos, por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. A negligência é uma das formas de violência contra os idosos mais presentes no país. Ela se manifesta, frequentemente, associada a outros abusos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em particular para as que se encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade. Abuso financeiro e econômico: consiste na exploração imprópria ou ilegal dos idosos ou ao uso não consentido por eles de seus recursos financeiros e patrimoniais. Esse tipo de violência ocorre, sobretudo, no âmbito familiar. Autonegligência: diz respeito à conduta da pessoa idosa que ameaça sua própria saúde ou segurança, pela recusa de prover cuidados necessários a si mesmo. Denuncia aos órgãos competentes: Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa: 3232-1199/3232-5450; Conselho Municipal do Idoso Natal: 3232-8589; Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso-Natal: 3232-0521/3232-6085; Promotoria do Idoso: 3232-7244; SOS Idoso: 0800-0841021.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
BOPE: Especial, mas ainda assim HUMANO
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Foto: Severino Silva / Agência O Dia |
Embora seja fácil julgá-lo como culpado e dizer que o confusão não é justificável, cabe aqui citar toda a carga emocional envolvida em qualquer operação policial. Afinal, ele estava FARDADO em uma favela dominada pelo tráfico, numa operação em busca de traficantes QUE NÃO USAM FARDAS. Não é porque ele faz parte de um grupo especial que ele deixa de sentir estresse de uma ocorrência.
Com certeza você, que lê este texto agora, já passou por alguma situação de nervosismo e agiu de maneira a se arrepender depois, quando esfriou a cabeça e pensou melhor. É normal. É HUMANO! Isso não quer dizer que ele é inocente, nem que não houve um erro, tampouco diminui a dor da perda de um pai de família. Ele deve e será punido, mas na forma da lei. Sobre o julgamento precipitado que andam fazendo, o blog do Wanderby publicou algo interessante
Homicídio doloso?
Imprecisão talvez não tão grande quanto a afirmação de que a liberação do policial militar decorreu de "apresentação espontânea".
Sim, estou escrevendo sobre o homicídio do cidadão que portava uma furadeira pelo militar do BOPE.
Qual é o motivo de que deriva a aparente preocupação de dirigentes da Polícia Civil do RJ em investigar fatos sem competência legal para tal, ofertando declarações à imprensa, que, por vezes, parece menos ávida por respostas do que apta a formular questões?
Vale destacar que mesmo em se tratando de homicídio doloso, no caso, os autos do inquérito policial (militar) é que devem ser alvo de remessa à Justiça Comum (Lei n.º 9299/96).
Não se trata aqui de defender uma ou outra instituição, mas sim e inicialmente de defender que ações e competências sejam exercidas sob o império dos referenciais legais vigentes no Brasil. Afinal, a quem e/ou a que propósitos interessa não fazê-lo?
O militar do BOPE pode ser responsabilizado? É claro! A previsão de legítima defesa putativa é expressa no Código Penal (art. 20, § 1º) e não afasta a possibilidade de aplicação de pena, todavia, por homicídio culposo (resultando verídicas as alegações iniciais).
"Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.
§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.".
A Polícia está nas ruas para defender o cidadão. Sem dúvida era isso que o Cb Leonardo Albarello estava procurando fazer, apesar do que aconteceu.
Por Fernando Gomes Jr. - Sd PMRN
Leia também:
Quarenta metros e menos lógica
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O que eu faço quando alguém está atirando?

A resposta para esta pergunta é: depende.
Depende de onde você está, com quem você está, quem está atirando, quais opções você tem, e da sua habilidade.
De qualquer modo, os resultados mais comuns quando alguém está atirando em você são:
1) Você morre;
2) Você vai para o hospital;
3) Você foge;
4) Você atira de volta e o agressor foge;
5) Você atira com tanta concentração na tarefa e tão bem que o agressor é ferido ou morto;
6) Outra pessoa aparece e também atira, resultando num dos itens acima.
E as pessoas que querem matar alguém normalmente não param até que:
1) Tenham sucesso;
2) Acreditem que foram bem sucedidas;
3) O perigo aparece e elas têm que parar.
Então, a primeira questão é se o atirador está disparando especificamente em você ou se ele está atirando em outra pessoa e os projéteis estão indo noutra direção. Estes dois cenários são relevantes para a escolha da melhor estratégia de reação. De qualquer modo, seus objetivos devem ser:
1) Sair da linha de tiro;
2) Sair da visão do atirador;
3) Sair da área.
Enquanto estes objetivos também se apliquem para quando alguém está tentando matá-lo, devido à gravidade da situação, você provavelmente precisará fazer algo mais para se salvar. Mas quando o atirador está disparando noutra pessoa, provavelmente ele vai estar muito ocupado para se preocupar com você. De qualquer forma, as estratégias mencionadas são padrões de comportamento muito eficazes.
Agora observe a ilustração ao lado. Imagine que as setas que formam o V represe
ntam a fatia de um bolo e que o atirador está na ponta mais estreita (o vértice). Assim, quanto mais distante do atirador, mais larga é a fatia, e do ponto de vista dele, menor é o alvo (perspectiva). Do modo contrário, quanto mais perto do atirador, mais estreita é a fatia, e maior o alvo.A distância é um fator importante porque se o atirador não apontar a arma direito, mesmo que ele queira atirar no alvo, existe uma boa chance dele errar. Desse modo, quanto mais longe do atirador, maior a margem de erro. Assim, o problema aqui não é o tamanho da arma ou do calibre, mas o tamanho do alvo que você representa para o criminoso. Voltando à ilustração, se você se distancia do atirador, isto significa que seu corpo preenche apenas ¼ da fatia (representada pela figura oval de linha pontilhada), e não um inteiro (se você estiver próximo demais). Quer dizer, quanto mais você se afasta do atirador, mesmo dentro da fatia, menor a chance de você ser atingido.
Mas não interessa só se você está perto ou longe, porque o que importa também é que você ainda está dentro da fatia, e os projéteis lá dentro só vão parar quando atingirem alguma coisa ou alguém. E enquanto correr pode ajudar, o que você precisa fazer é sair da fatia.
Por isso é importante saber se o criminoso está atirando noutra pessoa. Se ele está disparando contra você, há uma grande chance de que ele se mova para colocar você dentro da fatia de novo.
Então, a segunda questão que vai determinar sua conduta é: você está dentro ou fora da fatia? Você está em uma área ampla e aberta ou num local onde existe uma cobertura (quando você não pode ser visto) ou um abrigo (quando os projéteis não podem lhe atingir)? Aqui também há uma diferença.
Se você está num local fechado com um atirador, SAIA JÁ! Infelizmente, muitas pessoas se abaixam ou tentam se esconder atrás de mesas e portas. Se for preciso jogar uma cadeira na janela para criar uma saída, faça isso! Correr para outro ambiente pode lhe fornecer tempo para criar outra rota de fuga também.
Outra coisa que você precisa fazer quando estiver saindo de um tiroteio em um ambiente fechado é NÃO PARAR. Quando mais longe você estiver, menor a chance de ser atingido por um tiro.
Mas se você está num local aberto e um tiroteio começa, ENTRE EM ALGUM LUGAR, mas não pare para ver o que está acontecendo. Entre no prédio e ganhe distância da entrada. Fazendo isso, você sai da linha de tiro, da visão do atirador e está coberto e abrigado.
Se você está um local aberto e muito amplo onde não existe cobertura ou abrigo, CORRA! Aumente ao máximo a distância entre você e o atirador. Lembre-se sobre o que foi dito a respeito da distância. Se no meio do caminho, você encontrar algo que possa protegê-lo, continue correndo, e coloque o objeto entre você e o atirador para que sua fuga fique protegida.
Talvez o mais importante seja saber o que não fazer. Portanto, quando alguém estiver atirando não fique parado de pé para ver o que está ocorrendo. O som típico dos tiros já diz que alguma coisa complicou. Ficar parado de pé faz você um alvo estacionário que pode ser visto pelo atirador.
A terceira consideração é se o criminoso está realmente querendo matar você. Se ele está decidido em fazer isso, então ele vai rastrear você até colocá-lo dentro da fatia do bolo e se aproximar o máximo para acertar o maior número de tiros. E é aqui que os seis resultados mais comuns de quando alguém está atirando em você ocorrem.
Se você for atingido uma vez, mas socorrido com qualidade e rapidez, sua chance de sobrevivência é muita grande. Mas se você ficar parado suas chances diminuem à medida que você leva mais tiros à queima-roupa.
O quarto aspecto se refere às pessoas que estão com você. Ser capaz de proteger a própria família é um item importante na decisão de ter e usar uma arma de fogo.
Desse modo, você precisa reconhecer que sua tarefa se assemelha ao trabalho de segurança de dignitário, no qual a primeira prioridade é conduzir a pessoa para longe do perigo ao invés de ficar parado trocando tiros com os agressores. Ou seja, você leva a pessoa para a primeira entrada disponível, para dentro do carro ou do edifício, mas sempre para longe do perigo.
Contudo, se você sente que tem de atirar também, a primeira coisa que precisa fazer é se mover para uma posição diferente. Fazendo isso, você vai forçar o atirador a mover a fatia do bolo para reenquadrá-lo. Por quê? Porque o criminoso perceberá que a resistência (e o perigo) vem da sua parte e não da sua família. Assim, sua família ficará fora da área de ação do criminoso e poderá se salvar.
Porém, se o criminoso estiver atirando em você de propósito e você estiver sozinho... é para esta situação que serve seu treinamento de tiro de combate, de autodefesa, em ambiente confinado, tático, defensivo, etc. Não importa o nome que se dê para isso, pois você ainda precisa se afastar dele, sair da fatia e não parar de atirar até que o perigo desapareça. Aí você vai ficar surpreso com a rapidez com que o criminoso irá fugir quando você estiver atirando nele.
Humberto Wendling é Agente de Polícia Federal e professor de Armamento e Tiro lotado na Delegacia de Polícia Federal em Uberlândia/MG.
E-mail: humberto.wendling@ig.com.br
Blog: www.comunidadepolicial.blogspot.com
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Cerca elétrica: dicas para melhor utilização
Por Carlos R. CostaNo passado, utilizava-se muito como proteção sobre o muro a colocação de pedaços de cacos de vidro como forma de prevenção; como eu disse, no passado. Com o passar do tempo, não é novidade que os bandidos vêm se superando cada vez mais, ou seja, o criminoso vem se especializando, sempre buscando burlar as barreiras a fim de tirar vantagem. No entanto, profissionais e estudiosos dedicados ao setor de Segurança pública e privada também se superam cada vez mais desenvolvendo formas e mecanismos que estejam sempre à frente das habilidades dos criminosos.
Já há algum tempo, o velho caco de vidro foi substituído pela cerca elétrica, um sistema muito utilizado hoje em dia. Falaremos um pouso sobre este sistema e suas vantagens.
A primeira ação da cerca é criar um efeito psicológico, fazendo com que o marginal reflita sobre sua possível tentativa de invasão à propriedade, pois, caso ele por um deslize toque a cerca, sofrerá uma potente descarga elétrica que o deixará sem ação. Mesmo com uma descarga grande de eletricidade ela não é letal, visto que são pulsos de alta tensão, mas de baixíssima corrente. Estes pulsos são aplicados a cada 1 ou 2 segundos, o que evita que a pessoa fique “grudada” ao receber o choque, portanto, não causa danos à saúde. Todavia, o resultado desta descarga não é agradável, causando um grande susto para o invasor e, conseqüentemente, o disparo da sirene de alerta.
Além do efeito psicológico que ajuda a inibir a ação dos marginais, a cerca possui outros atrativos como: resistência ao tempo, baixo consumo de energia, baixo custo de investimento e confiabilidade.
A cerca elétrica também possui alguns acessórios adicionais, por exemplo, um aparelho discador para telefones que é acoplado junto à Central. Caso haja o disparo da sirene, na tentativa de violação da cerca, este aparelho liga para até 6 números pré-definidos pelo usuário e emite um sinal.
Existem dois tipos de aparelhos discadores, o modelo mais simples que utiliza uma discadora ligada à linha telefônica fixa, ou o mais moderno - telefone celular especial - com chip pré ou pós-pago; é adaptado especialmente para centrais de cercas elétricas. Este último é o mais recomendado, pois o bandido não tem como cortar seu sinal (linha telefônica). É possível também instalar holofotes para se acenderem ao disparar a sirene.
No Brasil não existe uma legislação federal sobre a utilização de cerca elétrica, porém alguns municípios brasileiros possuem leis locais sobre a utilização e permissão de uso deste equipamento. Portanto, é aconselhável que, antes de instalar este sistema, você busque informações se existe lei local com recomendações ou restrições sobre o uso.
Recomendações:
1 – Por não existir uma norma oficial no Brasil sobre a instalação de cerca elétrica, a contratação de uma empresa devidamente regulamentada e que siga as recomendações técnicas conforme a A.B.N.T (Associação Brasileira de Normas Técnicas) ou I.E.C (International Eletrotechnical Comission) é essencial para que você evite problemas futuros.
2 – Busque referências sobre a empresa que irá prestar o serviço para saber se trata de uma empresa idônea e séria.
3 – A escolha da central adequada ao tamanho do terreno (distância) também é importante. Alguns modelos cobrem uma distância máxima entre 300 a 1200 metros lineares.
4 – Procure acompanhar o serviço de instalação, pergunte sobre o funcionamento do sistema e solicite testes através de aparelhos que comprovem a tensão do choque emitido pela cerca, bem como se o alarme irá acionar com o rompimento ou desvio de tensão.
5 – A cerca deve ser instalada a uma altura mínima de 2 metros e 10 centímetros do primeiro fio ao piso.
6 – Devem ser fixadas placas de identificação em locais visíveis, com símbolos que possibilitem o entendimento visual, contendo informações que alertem sobre o perigo (“Pegiro! Cerca Elétrica). Outra regra importante é que a cada 5 metros deve existir uma placa na cerca. 7 – Nunca tocar nos fios da cerca com objetos que possam conduzir eletricidade, como metais, madeira molhada etc.
8 – A central deverá prover choque pulsante em corrente contínua, adequado a uma voltagem que não seja letal.
9 - Verificar rotineiramente a possibilidade de alguma planta tocar na cerca podendo ocasionar o disparo da central.
10 – Sempre desligar a central antes de regar plantas próximas à cerca elétrica, fazer podas em árvores e plantas ou quando for realizar manutenção no equipamento ou no muro.
É importante frisar que, embora não exista legislação que trate sobre este assunto, o fato do proprietário instalar a cerca elétrica em legítima defesa, do ponto de vista penal, não o exime de responder uma ação judicial por eventuais incômodos causados pelo choque, por exemplo, em pessoas, sejam estas moradoras do condomínio ou vizinhos. Por isso, a importância de se tomar todos os cuidados citados acima.
É recomendado que você, consumidor, procure um consultor em Segurança para que ele possa direcioná-lo melhor sobre o equipamento ideal, bem como fornecer orientações adequadas à sua necessidade. Normalmente, as empresas idôneas, sérias e de grande porte, dispõem deste profissional para lhe auxiliar.
8 – A central deverá prover choque pulsante em corrente contínua, adequado a uma voltagem que não seja letal.
9 - Verificar rotineiramente a possibilidade de alguma planta tocar na cerca podendo ocasionar o disparo da central.
10 – Sempre desligar a central antes de regar plantas próximas à cerca elétrica, fazer podas em árvores e plantas ou quando for realizar manutenção no equipamento ou no muro.
É importante frisar que, embora não exista legislação que trate sobre este assunto, o fato do proprietário instalar a cerca elétrica em legítima defesa, do ponto de vista penal, não o exime de responder uma ação judicial por eventuais incômodos causados pelo choque, por exemplo, em pessoas, sejam estas moradoras do condomínio ou vizinhos. Por isso, a importância de se tomar todos os cuidados citados acima.
É recomendado que você, consumidor, procure um consultor em Segurança para que ele possa direcioná-lo melhor sobre o equipamento ideal, bem como fornecer orientações adequadas à sua necessidade. Normalmente, as empresas idôneas, sérias e de grande porte, dispõem deste profissional para lhe auxiliar.
Fonte: DicaSeg
quinta-feira, 13 de maio de 2010
William Bratton: "É a hora de o Brasil investir em segurança"
Entrevista

Quando William Bratton, 62 anos, assumiu o comando da polícia nova-iorquina com a promessa de vencer a guerra contra os bandidos que matavam mais de 2 mil pessoas por ano, em 1994, poucos acreditaram no xerife da tática conhecida como Tolerância Zero. Mas ele conseguiu.
De 2002 ao final do ano passado, período em que chefiou os policiais de Los Angeles, repetiu a promessa. Igualmente a cumpriu, encolhendo as estatísticas de crime. As cidades, que estavam entre as mais violentas dos Estados Unidos, são hoje duas das mais seguras. Agora, o homem que recebeu o apelido de “top cop” (maior policial) americano volta seus olhos para o Brasil – e com otimismo.
Recém aposentado do serviço público e integrado à empresa americana de consultoria em segurança Altegrity, Bratton virá ao país para uma palestra entre março e abril, em São Paulo.
Ele garante que o crescimento econômico e a proximidade de eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada criam um momento único para revolucionar a segurança urbana.
Confira os principais trechos da entrevista de Bratton concedida a ZH, por telefone, de Nova York:
Zero Hora – O que o senhor mudaria em primeiro lugar no sistema brasileiro de segurança pública?
William Bratton – Passei por uma experiência no Brasil, em 2000, 2001 e 2002, quando estive trabalhando para o ex-governador (Tasso) Jereissati no Estado do Ceará, particularmente na cidade de Fortaleza. Tivemos algum sucesso reduzindo índices de criminalidade, e pude conhecer o seu sistema de Justiça criminal. Ele tem problemas em termos de falta de coordenação e colaboração entre os vários componentes. Às vezes devido à estrutura organizacional, às vezes porque há diferenças entre as organizações, e nem sempre há vontade de colaborar e se coordenar umas com as outras.
ZH – O fato de termos duas polícias faz parte disso?
Bratton – Sim, mas até mesmo se pegarmos apenas a Polícia Militar, por exemplo, os praças formam um grupo separado dos oficiais, são classes bastante separadas. É potencialmente problemático porque você tem diferentes classes no serviço. E a Polícia Civil, os seus delegados, são outra classe, são advogados, que não trabalharam no patrulhamento ostensivo antes de virar policiais civis. E há os promotores, que são completamente separados disso.
ZH – Nos EUA, o fato de haver uma polícia única ajuda?
Bratton – Temos um sistema em que todos começam como policiais de rua que podem subir na organização e se tornar um detetive, um supervisor, um oficial de comando, um comissário. Mas todos começam como policiais trabalhando nas ruas, e quase nunca se vê alguém que comanda um departamento de polícia que não tenha subido por essa hierarquia. No meu caso, por exemplo, em 1970 eu comecei como guarda, virei sargento, tenente, superintendente, comissário de polícia de Boston, depois comissário de Nova York e, mais recentemente, chefe de polícia de Los Angeles. No Brasil, isso não ocorre, e isso é problemático para ter um sistema de Justiça criminal que funcione.
ZH – Aqui as diferenças culturais são uma barreira?
Bratton – Há níveis educacionais diferentes. Alguns policiais civis têm diploma de Direito e, para ser um praça da Polícia Militar, você precisa de um diploma de Ensino Médio. Além disso, os oficiais e os chefes de polícia vêm, muitas vezes, de uma outra classe social. Há muitas diferenças de educação, de classe, profissionais. Nos EUA, detetives, praças, policiais e comandantes são parte da mesma organização. Essas são questões que precisam ser reconhecidas em uma tentativa de melhorar a coordenação, o compartilhamento de informação e inteligência. Começamos a fazer isso com algum sucesso em Fortaleza, mas então o contrato acabou e me tornei chefe de polícia em Los Angeles.
ZH – O senhor repetiria a experiência no Brasil?
Bratton – Estou muito interessado em voltar ao Brasil. O seu país passou por uma transformação fenomenal. Quando eu estive aí, sua economia estava lutando, as taxas criminais eram terríveis, mas agora vocês se tornaram a potência econômica da América do Sul. Vocês têm uma das economias mais fortes, o país está crescendo positivamente, e uma evidência disso é que vocês têm a Copa do Mundo e a Olimpíada. Isso demonstra ao mundo que vocês cresceram muito, mas o problema que vocês ainda enfrentam é a segurança pública.
ZH – Hoje o cenário é mais propício para mudar o quadro da segurança?
Bratton – Vocês têm hoje uma oportunidade crucial para os governos decidirem investir na infraestrura de segurança pública. Há uma grande oportunidade, com grande potencial de sucesso. Se vocês tiverem líderes dispostos a investir em segurança e a experimentar, vocês podem ter sucesso. Esta é a hora de o Brasil investir em segurança. Essa é a oportunidade, com a Olimpíada e a Copa do Mundo se aproximando, de mostrar o Brasil para o mundo.
ZH – Alguns dos problemas se referem a investimentos, como falta de pessoal, de equipamentos, baixos salários. Isso de fato é essencial para uma política de segurança eficiente?
Bratton – Nos EUA, temos uma expressão: você recebe pelo que paga. Se você não paga para ter policiais educados, motivados e honestos, você terá policiais sem educação, desmotivados e desonestos. Em Nova York, (Rudolph) Giuliani, e em Los Angeles, (Antonio) Villaraigosa, esses prefeitos entenderam a importância de aumentar a força policial, de investir em pagamento, equipamento e tecnologia. Agora que seu país está emergindo como potência econômica, tem mais riqueza do que tinha, assim como o Rio de Janeiro se prepara para a Olimpíada, precisa considerar investir bem mais dinheiro e recursos em segurança pública. Em uma democracia, a primeira obrigação de um governo é garantir a segurança pública.
ZH – O senhor citou o Rio de Janeiro...
Bratton – Li no New York Times uma reportagem muito interessante sobre o Rio de Janeiro. Para mim, é muito curioso porque é o que nós começamos a fazer em Nova York, em 1996. Tínhamos uma operação chamada Juggernaut. Nós usávamos milhares de policiais para tomar áreas dos traficantes de drogas e, uma vez que nós recuperávamos essas áreas, deixávamos muitos policiais na região para garantir que os traficantes não voltariam. Depois disso, passávamos para as áreas seguintes. Em um período de dois anos, atravessamos a cidade, reduzindo crimes. Como no Rio.
ZH – O senhor se refere às unidades de polícia pacificadora?
Bratton – Sim. Muitas áreas das suas cidades são deixadas à mercê dos grandes traficantes. A polícia não fica rotineiramente nelas. Geralmente usam forças de ataque quando entram, empregando muita violência, então vão embora e as gangues retomam o controle. No Rio, há um esforço não apenas para entrar, mas para permanecer. Mas isso exige muitos policiais e bons salários para que não se corrompam. É preciso haver otimismo sobre isso.
ZH – Havia otimismo em Nova York?
Bratton – Quando fui para Nova York, em 1994, ou para Los Angeles, em 2002, não havia muito otimismo nessas cidades de que poderiam fazer muito contra o crime, e elas fizeram. Nova York é hoje uma das cidades mais seguras do mundo, e a mais segura grande cidade americana. Los Angeles é a segunda cidade de grande porte mais segura dos EUA, depois de anos de domínio de gangues. Em Nova York, o crime vem caindo todo ano há 19 anos. Em Los Angeles, caiu durante todo o tempo em que estive lá. Então, sou um otimista, sou muito bom no que eu faço, seja quando sou o chefe de polícia ou quando presto consultoria a governos.
ZH – Por que o senhor virá ao Brasil?
Bratton – Vou a São Paulo porque o Departamento de Estado dos EUA me convidou para falar sobre minha experiência. Mas também fiquei muito interessado no que está ocorrendo no Rio, porque você não pode fazer tudo em todos os lugares, em grandes áreas como Nova York ou São Paulo. Você não tem como fazer tudo ao mesmo tempo, você tem de ir fazendo área por área. O Rio entendeu isso.
ZH – O senhor já sabe com quem deverá se encontrar?
Bratton – Devo me encontrar com representantes de governos da região de São Paulo, que demonstraram interesse em conversar comigo sobre minha experiência após uma entrevista que dei para uma TV e um artigo publicado em uma revista.
ZH – Há uma preocupação muito grande no país em encontrar uma saída para a violência.
Bratton – Você pode ter um emprego, mas se você tem medo de ser assaltado no caminho para casa, ou se você agora tem uma televisão, mas ela é roubada, ou se suas crianças ficam em perigo ao ir para a escola, mesmo que a sua condição econômica tenha melhorado, se a segurança pública não melhorou, você vai viver com medo. A melhora econômica precisa ser acompanhada por uma melhora dramática na segurança pública.
ZH – E isso não é automático?
Bratton – Não é automático. Tem de ser planejado, tem de ser apoiado, conduzido. Mas sou otimista a esse respeito.
Tolerância Zero
- Em meados dos anos 90, a cidade de Nova York – sob comando do prefeito Rudolph Giuliani (1994 a 2002) e do chefe de polícia William Bratton – tornou célebre a expressão Tolerância Zero para se referir à decisão de prender autores de crimes até então relevados, como pichadores.
- O programa foi inspirado na teoria das “janelas quebradas”, um famoso artigo de autoria de James Q. Wilson e George L. Kelling publicado na revista Atlantic Monthly, em 1982. O princípio é o de que, ao se tolerar uma pequena infração, seriam criadas as condições para a prática de crimes mais graves.
- Na verdade, essa era apenas parte de uma política mais abrangente que incluiu a implantação de um sistema informatizado de inteligência policial, o CompStat, capaz de cruzar dados de crimes e vítimas a fim de orientar a ação da polícia – até hoje em uso.
- O excesso de prisões, porém, acabou gerando críticas de alguns especialistas americanos pelo inchaço no sistema carcerário e pelo risco de estigmatização de uma grande parcela da população.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Dicas de Segurança: Cartilha do Cidadão Seguro
Nas Ruas

Nas Compras

Nos Bancos

Ao Viajar
Casa ou apartamento


Previna-se contra a ação dos marginais não ostentando objetos de valor como relógios, pulseiras, colares e outras jóias de valor.
Evite passar em ruas ou praças mal iluminadas.
Se sentir que está sendo seguido, entre em algum estabelecimento comercial ou atravesse a rua.
Não saia com grandes quantias de dinheiro ou cartões de crédito se não houver necessidade.
Não abra a carteira ou a bolsa na frente de estranhos. Separe pequenas quantias de dinheiro para pagar passagem, café, cigarros etc.
Ao sair sozinho, procure sempre ficar no centro da calçada e na direção contrária ao trânsito. Fica mais fácil perceber a aproximação de um veículo suspeito.
Não deixe de comunicar a presença de elementos suspeitos nas proximidades de sua casa.
Ao retornar, notando algum sinal estranho (porta aberta, luzes acesas, etc.), não entre em casa, chame a polícia.
Evite passar em ruas ou praças mal iluminadas.
Se sentir que está sendo seguido, entre em algum estabelecimento comercial ou atravesse a rua.
Não saia com grandes quantias de dinheiro ou cartões de crédito se não houver necessidade.
Não abra a carteira ou a bolsa na frente de estranhos. Separe pequenas quantias de dinheiro para pagar passagem, café, cigarros etc.
Ao sair sozinho, procure sempre ficar no centro da calçada e na direção contrária ao trânsito. Fica mais fácil perceber a aproximação de um veículo suspeito.
Não deixe de comunicar a presença de elementos suspeitos nas proximidades de sua casa.
Ao retornar, notando algum sinal estranho (porta aberta, luzes acesas, etc.), não entre em casa, chame a polícia.
Nas Compras

Procure não ir às compras sozinho. Se possível leve alguém para acompanhá-lo, é mais seguro.
Nunca deixe sua bolsa ou compras em locais onde possam ser roubados.
Prefira pagar suas contas com cartão ou cheque. Assim você não precisa conduzir grandes quantias em dinheiro.
Procure não entrar em lojas muito cheias. Faça suas compras em horários de menor movimento.
Evite carregar muitos pacotes para não ocupar as duas mãos.
Nunca mostre dinheiro em lugares públicos, especialmente em bares, restaurantes, cinemas, lojas, barracas de camelôs, etc.
No caso de furto ou qualquer ocorrência policial, não perca tempo, comunique imediatamente à Delegacia de Polícia mais próxima da área.
Nunca deixe sua bolsa ou compras em locais onde possam ser roubados.
Prefira pagar suas contas com cartão ou cheque. Assim você não precisa conduzir grandes quantias em dinheiro.
Procure não entrar em lojas muito cheias. Faça suas compras em horários de menor movimento.
Evite carregar muitos pacotes para não ocupar as duas mãos.
Nunca mostre dinheiro em lugares públicos, especialmente em bares, restaurantes, cinemas, lojas, barracas de camelôs, etc.
No caso de furto ou qualquer ocorrência policial, não perca tempo, comunique imediatamente à Delegacia de Polícia mais próxima da área.
Nos Bancos

Evite conversar com pessoas estranhas dentro ou fora do banco.
Proteja bem o dinheiro ou cheques na hora que for ao banco fazer depósitos.
Ao sair do banco olhe bem para todos os lados para ter certeza de que não está sendo seguido.
Nunca aceite ajuda de estranhos ao utilizar os caixas eletrônicos.
Se, ao sair do banco, o pneu do seu carro estiver vazio, volte e confie seu dinheiro à guarda do gerente e, só então providencie a troca pelo estepe. Você estará evitando a ação dos ladrões que roubam sua pasta com dinheiro enquanto você troca o pneu ("golpe da furadinha").
Proteja bem o dinheiro ou cheques na hora que for ao banco fazer depósitos.
Ao sair do banco olhe bem para todos os lados para ter certeza de que não está sendo seguido.
Nunca aceite ajuda de estranhos ao utilizar os caixas eletrônicos.
Se, ao sair do banco, o pneu do seu carro estiver vazio, volte e confie seu dinheiro à guarda do gerente e, só então providencie a troca pelo estepe. Você estará evitando a ação dos ladrões que roubam sua pasta com dinheiro enquanto você troca o pneu ("golpe da furadinha").
Ao Viajar
Casa ou apartamento

Não comente sua viagem com pessoas estranhas por perto.
Avise a um vizinho de confiança sobre a sua viagem. Se possível deixe um número de telefone e ligue de vez em quando para saber se está tudo bem.
Ao se ausentar por um longo período, peça a um parente para visitar sua casa periodicamente.
Suspenda a entrega de jornais e solicite a um vizinho para recolher a correspondência.
Nunca deixe jóias ou dinheiro guardado dentro de casa mesmo que seja num cofre. Procure os cofres dos bancos.
Reforce a fechadura da porta da frente. Feche bem todas as portas e janelas se possível com trancas.
Desligue a campainha para evitar que pessoas fiquem testando para saber se existe alguém em casa.
Evite colocar cadeados do lado de fora do portão. Isso pode mostrar que os moradores estão fora de casa.
Só entregue as chaves de sua casa a pessoas de confiança.
Avise a um vizinho de confiança sobre a sua viagem. Se possível deixe um número de telefone e ligue de vez em quando para saber se está tudo bem.
Ao se ausentar por um longo período, peça a um parente para visitar sua casa periodicamente.
Suspenda a entrega de jornais e solicite a um vizinho para recolher a correspondência.
Nunca deixe jóias ou dinheiro guardado dentro de casa mesmo que seja num cofre. Procure os cofres dos bancos.
Reforce a fechadura da porta da frente. Feche bem todas as portas e janelas se possível com trancas.
Desligue a campainha para evitar que pessoas fiquem testando para saber se existe alguém em casa.
Evite colocar cadeados do lado de fora do portão. Isso pode mostrar que os moradores estão fora de casa.
Só entregue as chaves de sua casa a pessoas de confiança.
Fonte: Por Trás das Grades
RN é o 4º no ranking de crimes contra crianças e adolescentes

O Relatório do Disque 100 aponta que o Rio Grande do Norte registrou 2.866 denúncias entre maio de 2003 e abril de 2010, alcançando o 4ª lugar no ranking nacional de denúncias por grupo de 100 mil habitantes.
O RN ficou atrás apenas do Maranhão, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Entre os principais crimes denunciados no Estado apenas em 2010 estão negligência, violência física e psicológica e abuso sexual.
No Brasil, dede 2003 o Disque 100 já realizou mais de 2 milhões de atendimentos, tendo recebido e encaminhado mais de 123 mil denúncias de todo o país. De janeiro a abril de 2010, a média de denúncias diárias é de 73, totalizando 8.799 denúncias.
Comparando as Regiões do país, verifica-se que o Nordeste é o campeão de denúncias, com 43.027 registros (de 2003 a 2010). Neste panorama constata-se a gravidade da situação das crianças e adolescentes do RN, uma vez que o Estado é o segundo na Região.
O Relatório traz ainda informações sobre as vítimas. De acordo com os dados, 62% delas são do sexo feminino e 38% do masculino. Isso fica bastante claro no gráfico abaixo, que relaciona o sexo das vítimas com os três tipos de crimes mais denunciados.
Disque 100
- O serviço Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescente, criado em 1997, é um serviço que recebe, encaminha e monitora denúncias de violência contra crianças e adolescentes recebidas de todos os estados brasileiros.
- Ele é coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), em parceria com a Petróleo Brasileiro S.A (Petrobras) e o Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria).
- Em 2008 foi estabelecida uma parceria com a Safernet, organização não governamental que defende e promove os Direitos Humanos na Internet, para mobilizar a sociedade para denúncias de pornografia infantil na internet, através de um hotline federal para o rastreamento de sites pornográficos, no intuito de coibir a pedofilia.
Como funciona
- O Disque 100 funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive finais de semana e feriados, recebendo denúncias anônimas e garantindo o sigilo.
- As denúncias podem ser feitas de todo o Brasil através de discagem direta e gratuita para o número 100; do exterior através do número telefônico pago 55 61 3212.8400 e através do endereço eletrônico: disquedenuncia@sedh.gov.br
O RN ficou atrás apenas do Maranhão, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Entre os principais crimes denunciados no Estado apenas em 2010 estão negligência, violência física e psicológica e abuso sexual.
No Brasil, dede 2003 o Disque 100 já realizou mais de 2 milhões de atendimentos, tendo recebido e encaminhado mais de 123 mil denúncias de todo o país. De janeiro a abril de 2010, a média de denúncias diárias é de 73, totalizando 8.799 denúncias.
Comparando as Regiões do país, verifica-se que o Nordeste é o campeão de denúncias, com 43.027 registros (de 2003 a 2010). Neste panorama constata-se a gravidade da situação das crianças e adolescentes do RN, uma vez que o Estado é o segundo na Região.
O Relatório traz ainda informações sobre as vítimas. De acordo com os dados, 62% delas são do sexo feminino e 38% do masculino. Isso fica bastante claro no gráfico abaixo, que relaciona o sexo das vítimas com os três tipos de crimes mais denunciados.
Disque 100
- O serviço Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescente, criado em 1997, é um serviço que recebe, encaminha e monitora denúncias de violência contra crianças e adolescentes recebidas de todos os estados brasileiros.
- Ele é coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), em parceria com a Petróleo Brasileiro S.A (Petrobras) e o Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria).
- Em 2008 foi estabelecida uma parceria com a Safernet, organização não governamental que defende e promove os Direitos Humanos na Internet, para mobilizar a sociedade para denúncias de pornografia infantil na internet, através de um hotline federal para o rastreamento de sites pornográficos, no intuito de coibir a pedofilia.
Como funciona
- O Disque 100 funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive finais de semana e feriados, recebendo denúncias anônimas e garantindo o sigilo.
- As denúncias podem ser feitas de todo o Brasil através de discagem direta e gratuita para o número 100; do exterior através do número telefônico pago 55 61 3212.8400 e através do endereço eletrônico: disquedenuncia@sedh.gov.br
FONTE: MINUTO.COM via Por Trás das Grades
Quase 400 mil já experimentaram crack no Brasil
Temporão afirma que Ministério da Saúde gasta anualmente cerca de R$ 240 milhões no atendimento a vítimas de problemas com álcool e drogas.
No lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, apresentou nesta quarta-feira (5) dados sobre a disseminação do consumo de crack no Brasil.
Temporão afirmou que a população mais vulnerável ao consumo do crack é a de rua e que geralmente o consumo da droga está associado à violência e aos grupos de risco.
Segundo ele, no Brasil 380 mil pessoas já teriam experimentado o crack, pelo menos uma vez na vida, e 30 mil só no último mês. O ministro afirmou que é um caso de saúde pública e que é preciso agir na prevenção. Temporão defendeu o diálogo entre pais e filhos como forma de prevenção do uso de drogas.
"São necessárias políticas de educação, de educação sexual e combate ao uso de drogas, mas pais e mães que debatem com seus filhos ajudam muito. Claro que a escola é importante, mas muito importante também é a família, o diálogo entre pais e filhos. É claro que são necessárias políticas de educação, de educação sexual e combate ao uso de drogas, mas pais e mães que debatem com seus filhos ajudam muito.”, disse Temporão.
O ministro da Saúde disse que o presidente Lula pediu aos ministérios da Educação, Saúde, Justiça e GSI que conversem e apresentem um plano integrado de combate ao consumo de crack. Segundo ele, há inúmeras ações de todos esses órgãos e o pedido de Lula foi no sentido de maior integração. Ele afirmou que o Ministério da Saúde gasta cerca de R$ 240 milhões no atendimento de saúde a pessoas vítimas de problemas com álcool e drogas.
Temporão disse ainda que não é simpático à ideia de internação forçada dos consumidores de crack, apenas em casos extremos. “Cada caso é um caso. A legislação não permite internação forçada e não vejo com simpatia esse tipo de atitude, a não ser em casos muito graves. É retirar da nossa frente o problema.”
O ministro também afirmou que nos últimos oito anos o país mudou o foco no tratamento de pessoas com problemas mentais e de dependência e que atualmente 75% dos casos são tratados clinicamente sem internação. Ele citou como exemplo de atendimento da população de rua, os consultórios de rua na Bahia e casas de passagem e de acolhimento.
FONTE: NO MINUTO via Grupo Tático de Combate
No lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, apresentou nesta quarta-feira (5) dados sobre a disseminação do consumo de crack no Brasil.
Temporão afirmou que a população mais vulnerável ao consumo do crack é a de rua e que geralmente o consumo da droga está associado à violência e aos grupos de risco.
Segundo ele, no Brasil 380 mil pessoas já teriam experimentado o crack, pelo menos uma vez na vida, e 30 mil só no último mês. O ministro afirmou que é um caso de saúde pública e que é preciso agir na prevenção. Temporão defendeu o diálogo entre pais e filhos como forma de prevenção do uso de drogas.
"São necessárias políticas de educação, de educação sexual e combate ao uso de drogas, mas pais e mães que debatem com seus filhos ajudam muito. Claro que a escola é importante, mas muito importante também é a família, o diálogo entre pais e filhos. É claro que são necessárias políticas de educação, de educação sexual e combate ao uso de drogas, mas pais e mães que debatem com seus filhos ajudam muito.”, disse Temporão.
O ministro da Saúde disse que o presidente Lula pediu aos ministérios da Educação, Saúde, Justiça e GSI que conversem e apresentem um plano integrado de combate ao consumo de crack. Segundo ele, há inúmeras ações de todos esses órgãos e o pedido de Lula foi no sentido de maior integração. Ele afirmou que o Ministério da Saúde gasta cerca de R$ 240 milhões no atendimento de saúde a pessoas vítimas de problemas com álcool e drogas.
Temporão disse ainda que não é simpático à ideia de internação forçada dos consumidores de crack, apenas em casos extremos. “Cada caso é um caso. A legislação não permite internação forçada e não vejo com simpatia esse tipo de atitude, a não ser em casos muito graves. É retirar da nossa frente o problema.”
O ministro também afirmou que nos últimos oito anos o país mudou o foco no tratamento de pessoas com problemas mentais e de dependência e que atualmente 75% dos casos são tratados clinicamente sem internação. Ele citou como exemplo de atendimento da população de rua, os consultórios de rua na Bahia e casas de passagem e de acolhimento.
FONTE: NO MINUTO via Grupo Tático de Combate
terça-feira, 4 de maio de 2010
Segurança aprova rodízio obrigatório para diretores de presídio
Paes de Lira apresentou a proposta por meio de voto em separado. O relator, deputado Domingos Dutra (PT-MA), havia recomendado a rejeição do projeto, por considerá-lo inconstitucional – ele entendeu que cabe aos estados e ao Distrito Federal legislar sobre o assunto.
Segundo Paes de Lira, a União tem competência para estabelecer as normas gerais para o sistema penitenciário. Assim, o deputado propôs incluir, na Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/84), um artigo afirmando apenas que a União, os estados e o DF estabelecerão o limite máximo para permanência dos diretores em um mesmo estabelecimento penal.
O projeto original, do deputado Jurandy Loureiro (PSC-ES), propunha rodízio a cada dois anos. “A rotatividade nos cargos de diretor se faz conveniente para a segurança de seus ocupantes”, disse o deputado, lembrando que, no exercício da função, o diretor prisional é obrigado a adotar medidas disciplinares contra os detentos, que, muitas vezes, reagem com atos violentos.
Da Agência Câmar, via Por Trás das Grades
Segundo Paes de Lira, a União tem competência para estabelecer as normas gerais para o sistema penitenciário. Assim, o deputado propôs incluir, na Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/84), um artigo afirmando apenas que a União, os estados e o DF estabelecerão o limite máximo para permanência dos diretores em um mesmo estabelecimento penal.
O projeto original, do deputado Jurandy Loureiro (PSC-ES), propunha rodízio a cada dois anos. “A rotatividade nos cargos de diretor se faz conveniente para a segurança de seus ocupantes”, disse o deputado, lembrando que, no exercício da função, o diretor prisional é obrigado a adotar medidas disciplinares contra os detentos, que, muitas vezes, reagem com atos violentos.
Da Agência Câmar, via Por Trás das Grades
quarta-feira, 14 de abril de 2010
CAICÓ: Polícia evita suicídio utilizando pistola TASER
Um deficiente mental tentou cometer suicídio nesta tarde de terça-feira sentado em um banco na frente do Cemitério São Vicente de Paula, no bairro Paraíba em Caicó. Joary César de Medeiros, de 32 anos Residente na rua Coronel Bem bem bairro Paraiba, estava com uma faca peixeira, de aproximadamente 12 polegadas, em sua mão apontada contra o pescoço.
CREDITOS DA FOTO: MARCOS DANTAS
Em entrevista ao blogueiro Rosivan Amaral e à Rádio Caicó AM a qual trabalha, Santana Ana de Medeiros, mãe da vítima disse que seu filho já tentou, no mínimo, por cinco vezes tirar sua vida. Ele é atendido pelo CAPS de Caicó.
Depois de mais de meia hora de negociação , um dos policiais do Grupo Tático de Combate se aproximou da vitima com uma pistola taser, Com o disparo, Joary César perdeu as condições de reação e foi imobilizado, saindo ileso do local.
AUTOR: Blog do Rosivan Amaral.
Retirado do site TOXINA
segunda-feira, 22 de março de 2010
Você é capaz de atirar em alguém?

No dia 19 de fevereiro de 2008, na cidade de São José do Rio Preto/SP, um Agente de Polícia Federal estacionou seu carro e permaneceu no seu interior, juntamente com sua filha de 12 anos de idade. Ele estava ali aguardando a chegada de sua esposa.
Sem aviso, um homem entrou no carro pela porta traseira, e de arma em punho, ordenou que o Policial dirigisse. Enquanto dava ordens ao Policial, o criminoso apontou a arma para a cabeça dele. Segundos depois, o criminoso saiu correndo do carro e caiu morto 20 metros adiante.
O que disse a imprensa?
“Rodrigo Silva dos Santos, 23 anos, foi morto anteontem por volta das 20 horas pelo agente da Polícia Federal G.A.M.J., 44 anos, durante uma tentativa de assalto. Segundo consta no boletim de ocorrência, o agente estava dentro do carro dele, um Ecosport, em frente à casa da cunhada à espera de sua mulher, quando notou a aproximação de Santos em direção a porta traseira do veículo. O rapaz, que estava a pé, abriu a porta, anunciou o assalto e ordenou que o agente descesse do carro. Nesse momento, G.A.M.J. tirou da cintura uma pistola nove milímetros e efetuou cinco disparos contra o assaltante. Três deles acertaram o braço e o peito do rapaz. Mesmo ferido, Santos saiu do carro e caiu no chão. Compareceram no local profissionais da unidade de Resgate e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constataram o óbito.” (DIÁRIOWEB, 2008).
O que disse o Policial?
“O meliante sacou uma arma de fogo e apontou para minha filha chamando-a de vagabunda, uma criança de 12 anos, que estava no banco traseiro. Eu que estava no banco dianteiro com a arma no colo, empunhei-a e calmamente passei pela frente do meu peito e posicionei-a embaixo do meu braço esquerdo que estava apoiado na coluna do veículo, o conhecido ‘sovaco’. Nesse ínterim, o marginal apontou a arma para minha pessoa e gritava: ‘TOCA PORRA...!’ Nesse momento, ele desviou atenção para fechar a porta da onde se encontrava sentado, instante que efetuei os disparos atingindo-o mortalmente. Graças a DEUS estou aqui contando essa passagem e ainda melhor, podendo beijar minha filha e educá-la para um país melhor, onde o bem vencerá o mal.” (G.A.M.J., 2008).
O que o Policial fez de errado?
O único erro que o Policial cometeu foi ter estacionado na rua e permanecido dentro do carro. Apesar de ter sido o único erro, isso foi o suficiente para o bandido aproveitar a oportunidade para cometer o crime.
Quando você estaciona seu carro e fica dentro dele, você é um alvo fácil. Se alguém se aproxima do carro para furtá-lo, e você está lá dentro, o que seria um simples furto pode se transformar num seqüestro ou assassinato.Esperar dentro do carro é confortável, mas perigoso.
Esperar fora e longe dele é desconfortável, contudo mais seguro. O desconforto sempre passa, mas as conseqüências do crime e da violência duram para sempre. Por isso, nunca espere alguém ou alguma coisa dentro do seu carro. Saia e vá para um local mais seguro.
O que o Policial fez de certo?
Para compensar o fato de estar estacionado na rua e dentro do carro, o Policial sacou sua arma e a colocou no colo para usá-la logo, caso algo ocorresse.
E quando o Policial percebeu que ele e sua filha seriam levados para outro local, reagiu imediatamente. Atirou e continuou a atirar até o criminoso desaparecer.
Pense nisso: roubar alguém é fácil e rápido, mas o seqüestro, o estupro, a tortura e o assassinato não seguem a mesma dinâmica. Para que essas atrocidades ocorram o criminoso precisa dominá-lo e levá-lo para outro local.
O único objetivo para levá-lo de um lugar para outro é impedir que o crime seja testemunhado por outras pessoas dificultando que você receba o socorro para continuar vivo. E se você for levado para outro lugar, sua chance de escapar ou lutar é mínima.
Um ladrão só precisa de alguns segundos para fazer o trabalho dele e ir embora, mas a tarefa de um maníaco ou assassino cruel leva mais tempo. Assim, o Policial resistiu e reagiu logo antes mesmo que saísse do lugar e chegasse ao seu destino final. Arriscou tudo na hora, porque se ele estivesse com o criminoso num local isolado, só haveria tempo para lamentação e arrependimento por não ter feito nada.
No dia 21 de fevereiro de 2008, tive a satisfação de conversar com esse Policial Federal, e parabenizá-lo pela atitude. Enquanto ele narrava o fato, me disse que quando percebeu a oportunidade de reagir, pensou: “É AGORA!”. Conheço bem esse pensamento, porque foi o mesmo que me ocorreu em 1998 durante uma tentativa de assalto.
Por que esta frase é importante?
Porque é a frase que separa os sobreviventes dos perdedores. Quando alguém diz “É AGORA!”, isso reflete seu comprometimento com a própria segurança e seu condicionamento mental para a sobrevivência.
Quando você assume a responsabilidade por sua própria segurança, isso lhe dá a motivação para fazer o que for necessário para sobreviver caso o pior aconteça, ou seja, alcançar um objetivo determinado por antecipação. Esse condicionamento da mente fundamenta-se numa reação rápida e objetiva. A presença da sua arma não muda nada, pois você ainda precisa estar mentalmente orientado para um propósito (a sua segurança).
Por isso, até que você tenha atingindo esse objetivo e esteja em casa com sua família, você não pode desistir de sobreviver.
No entanto, a polícia costuma dizer que se você não reagir, o criminoso não vai lhe ferir. A verdade é que nenhum policial pode lhe dar essa garantia. Contudo, o quê o criminoso vai fazer com você, só ele sabe. Então, cabe a você decidir o quê vai fazer para salvar a sua vida: acreditar no bandido e fazer o quê ele manda; ou acreditar em você e seguir suas próprias ordens.
A decisão de ser complacente não o liberta das conseqüências de um crime violento. Na verdade sua submissão cede total controle ao criminoso, a menos que você reaja depressa e acabe que esse controle. Quando você reagir, verá o desespero estampar-se na cara dele, pois agora você é a ameaça.
Você consegue realmente atirar numa pessoa?
Não é blefar, mas ATIRAR contra alguém que ameaça a sua vida. Lembre-se, você está diante de alguém capaz de lhe matar. Provavelmente ele já tentou fazer isso com outras vítimas. Portanto, você tem que ser curto e grosso. A hesitação ou a compaixão provavelmente vão fazer com que o criminoso lhe tome a arma e a use contra você. E só para você lembrar...O Policial Federal G.A.M.J. está vivo, ao lado da família, e passa bem! Já o criminoso foi enterrado dia 20/02/2008 no cemitério São João Batista.
Ah! Quase me esqueci. A frase dos perdedores (que normalmente estão mortos) é: “AI, MEU DEUS!”
Humberto Wendling é Agente de Polícia Federal lotado na Delegacia de Polícia Federal em Uberlândia/MG e Instrutor de Armamento e Tiro.
E-mail: humberto.wendling@ig.com.br
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quarta-feira, 17 de março de 2010
"Não somos amados"
Pesquisando sobre uma pauta para o blog, deparei com um artigo no blog da PM BA. É de autoria de um Sargento da reserva remunerada, falando sobre o que sentiu quando sobre que seu sobrinho fora aprovado em um concurso para PM. Ao longo do texto, ele fala sobre a alegria e preocupação com esta vitória e fala sobre uma doença que assola as PM: ele a chama de CTPVG. Comentários sobre o cotidiano policial, gírias militares, o contraste entre os "policiais bandidos" e os "bombeiros heróis" e estatísticas também enriquecem esse excelente texto que fala sobre o dia-a-dia e os dilemas por que passa aquele que para alguns é o herói e, para outros, é apenas um "mal necessário".
Veja o texto na íntegra no Blog Não somos amados.

Veja o texto na íntegra no Blog Não somos amados.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
"Eu vou atirar na perna dele!"

O título desta postagem é o mesmo de um artigo encontrado no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Escrito pelo Agente de Polícia Federal Humberto Wendling, de Minas Gerais, ele trata de um tema muito comum em rodas de discussão sobre ocorrências policiais: a morte causada por agentes da lei. De forma clara e didática, Humberto explica que no calor de uma ocorrência nem sempre é possível fazer todas as reflexões que fazem os críticos, já que durante um tiroteio estão em jogo a vida de cidadãos e a do próprio policial, que como eu e você, também tem família. Leia o artigo "Eu vou atirar na perna dele!" na íntegra.
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