segunda-feira, 22 de março de 2010

Você é capaz de atirar em alguém?



No dia 19 de fevereiro de 2008, na cidade de São José do Rio Preto/SP, um Agente de Polícia Federal estacionou seu carro e permaneceu no seu interior, juntamente com sua filha de 12 anos de idade. Ele estava ali aguardando a chegada de sua esposa.

Sem aviso, um homem entrou no carro pela porta traseira, e de arma em punho, ordenou que o Policial dirigisse. Enquanto dava ordens ao Policial, o criminoso apontou a arma para a cabeça dele. Segundos depois, o criminoso saiu correndo do carro e caiu morto 20 metros adiante.

O que disse a imprensa?

“Rodrigo Silva dos Santos, 23 anos, foi morto anteontem por volta das 20 horas pelo agente da Polícia Federal G.A.M.J., 44 anos, durante uma tentativa de assalto. Segundo consta no boletim de ocorrência, o agente estava dentro do carro dele, um Ecosport, em frente à casa da cunhada à espera de sua mulher, quando notou a aproximação de Santos em direção a porta traseira do veículo. O rapaz, que estava a pé, abriu a porta, anunciou o assalto e ordenou que o agente descesse do carro. Nesse momento, G.A.M.J. tirou da cintura uma pistola nove milímetros e efetuou cinco disparos contra o assaltante. Três deles acertaram o braço e o peito do rapaz. Mesmo ferido, Santos saiu do carro e caiu no chão. Compareceram no local profissionais da unidade de Resgate e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constataram o óbito.” (DIÁRIOWEB, 2008).

O que disse o Policial?

“O meliante sacou uma arma de fogo e apontou para minha filha chamando-a de vagabunda, uma criança de 12 anos, que estava no banco traseiro. Eu que estava no banco dianteiro com a arma no colo, empunhei-a e calmamente passei pela frente do meu peito e posicionei-a embaixo do meu braço esquerdo que estava apoiado na coluna do veículo, o conhecido ‘sovaco’. Nesse ínterim, o marginal apontou a arma para minha pessoa e gritava: ‘TOCA PORRA...!’ Nesse momento, ele desviou atenção para fechar a porta da onde se encontrava sentado, instante que efetuei os disparos atingindo-o mortalmente. Graças a DEUS estou aqui contando essa passagem e ainda melhor, podendo beijar minha filha e educá-la para um país melhor, onde o bem vencerá o mal.” (G.A.M.J., 2008).

O que o Policial fez de errado?

O único erro que o Policial cometeu foi ter estacionado na rua e permanecido dentro do carro. Apesar de ter sido o único erro, isso foi o suficiente para o bandido aproveitar a oportunidade para cometer o crime.

Quando você estaciona seu carro e fica dentro dele, você é um alvo fácil. Se alguém se aproxima do carro para furtá-lo, e você está lá dentro, o que seria um simples furto pode se transformar num seqüestro ou assassinato.Esperar dentro do carro é confortável, mas perigoso.

Esperar fora e longe dele é desconfortável, contudo mais seguro. O desconforto sempre passa, mas as conseqüências do crime e da violência duram para sempre. Por isso, nunca espere alguém ou alguma coisa dentro do seu carro. Saia e vá para um local mais seguro.

O que o Policial fez de certo?

Para compensar o fato de estar estacionado na rua e dentro do carro, o Policial sacou sua arma e a colocou no colo para usá-la logo, caso algo ocorresse.

E quando o Policial percebeu que ele e sua filha seriam levados para outro local, reagiu imediatamente. Atirou e continuou a atirar até o criminoso desaparecer.

Pense nisso: roubar alguém é fácil e rápido, mas o seqüestro, o estupro, a tortura e o assassinato não seguem a mesma dinâmica. Para que essas atrocidades ocorram o criminoso precisa dominá-lo e levá-lo para outro local.

O único objetivo para levá-lo de um lugar para outro é impedir que o crime seja testemunhado por outras pessoas dificultando que você receba o socorro para continuar vivo. E se você for levado para outro lugar, sua chance de escapar ou lutar é mínima.

Um ladrão só precisa de alguns segundos para fazer o trabalho dele e ir embora, mas a tarefa de um maníaco ou assassino cruel leva mais tempo. Assim, o Policial resistiu e reagiu logo antes mesmo que saísse do lugar e chegasse ao seu destino final. Arriscou tudo na hora, porque se ele estivesse com o criminoso num local isolado, só haveria tempo para lamentação e arrependimento por não ter feito nada.
No dia 21 de fevereiro de 2008, tive a satisfação de conversar com esse Policial Federal, e parabenizá-lo pela atitude. Enquanto ele narrava o fato, me disse que quando percebeu a oportunidade de reagir, pensou: “É AGORA!”. Conheço bem esse pensamento, porque foi o mesmo que me ocorreu em 1998 durante uma tentativa de assalto.

Por que esta frase é importante?

Porque é a frase que separa os sobreviventes dos perdedores. Quando alguém diz “É AGORA!”, isso reflete seu comprometimento com a própria segurança e seu condicionamento mental para a sobrevivência.

Quando você assume a responsabilidade por sua própria segurança, isso lhe dá a motivação para fazer o que for necessário para sobreviver caso o pior aconteça, ou seja, alcançar um objetivo determinado por antecipação. Esse condicionamento da mente fundamenta-se numa reação rápida e objetiva. A presença da sua arma não muda nada, pois você ainda precisa estar mentalmente orientado para um propósito (a sua segurança).

Por isso, até que você tenha atingindo esse objetivo e esteja em casa com sua família, você não pode desistir de sobreviver.

No entanto, a polícia costuma dizer que se você não reagir, o criminoso não vai lhe ferir. A verdade é que nenhum policial pode lhe dar essa garantia. Contudo, o quê o criminoso vai fazer com você, só ele sabe. Então, cabe a você decidir o quê vai fazer para salvar a sua vida: acreditar no bandido e fazer o quê ele manda; ou acreditar em você e seguir suas próprias ordens.

A decisão de ser complacente não o liberta das conseqüências de um crime violento. Na verdade sua submissão cede total controle ao criminoso, a menos que você reaja depressa e acabe que esse controle. Quando você reagir, verá o desespero estampar-se na cara dele, pois agora você é a ameaça.

Você consegue realmente atirar numa pessoa?

Não é blefar, mas ATIRAR contra alguém que ameaça a sua vida. Lembre-se, você está diante de alguém capaz de lhe matar. Provavelmente ele já tentou fazer isso com outras vítimas. Portanto, você tem que ser curto e grosso. A hesitação ou a compaixão provavelmente vão fazer com que o criminoso lhe tome a arma e a use contra você. E só para você lembrar...O Policial Federal G.A.M.J. está vivo, ao lado da família, e passa bem! Já o criminoso foi enterrado dia 20/02/2008 no cemitério São João Batista.

Ah! Quase me esqueci. A frase dos perdedores (que normalmente estão mortos) é: “AI, MEU DEUS!”

Humberto Wendling é Agente de Polícia Federal lotado na Delegacia de Polícia Federal em Uberlândia/MG e Instrutor de Armamento e Tiro.
E-mail: humberto.wendling@ig.com.br




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sexta-feira, 19 de março de 2010

COTER pede colaboração PM/BM na Missões de Paz da ONU

De acordo com o blog do Cb Heronides, O Comando de Operações Terrestres (COTER) do Exército Brasileiro (EB) enviou um ofício para a PM RN convocando aqueles que tem interesse em participar das Missões de Paz que o Brasil participa. Veja a íntegra do ofício:



– Transcrição de ofício enviado a Policia Militar do RN.
Senhor Comandante,

Versa o presente expediente sobre seleção, indicação e cumprimento de missões de paz executadas por policiais militares brasileiros.

2. A partir de 1991, a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU), iniciou-se o envio de policiais militares para missões de paz sob o auspício daquele Organismo Internacional. A atuação das Forças Auxiliares brasileiras nestas missões por diversos países do mundo, tais como: Kosovo, Moçambique, Guatemala, El Salvador, Ex-Iuguslávia e atualmente no Timor Leste, Sudão e Haiti, tem sido caracterizada como competente, efetiva e exitosa, destacando o Brasil perante os Órgãos de Segurança Internacionais, fruto de uma acurada seleção do pessoal empregado.

3. O Comandante de Operações Terrestres, anualmente, orienta o planejamento e a execução das avaliações de Policiais Militares para comporem as citadas missões por meio de uma diretriz de avaliação de Policiais Militares voluntários e indicados para missão de paz.

4. A Inspetoria-Geral das Policias Militares (1GPM) é uma Divisão subordinada à 3ª subchefia do Comando de Operações Terrestres (COTER) que desenvolve, dentre outras, atividades de avaliação, seleção e indicação de policiais militares para o cumprimento de missões de paz sob a égide da ONU.

5. Atualmente, a IGPM dispõe, em seu banco de dados, de um universo de pouco mais de duas dezenas de Policiais Militares aptos a serem selecionados para missão no exterior, quantidade insuficiente para atender os compromissos internacionais assumidos por um país da dimensão estratégica do Brasil.

6. Alguns óbices têm sido constatados ao longo do processo em várias Corporações Policiais, os quais elencamos a seguir:
a. pequeno número de voluntários;
b. desistência de militares durante o processo de seleção, causando dificuldades no preenchimento, em tempo hábil, da vaga estipulada e concedida pela ONU;
c. indeferimento dos Comandantes Gerais, alegando problemas de demanda de pessoal em face de ações diuturnas desenvolvidas; e
d. a repetição de militares já indicados.

7. Os óbices elencados, não se configuram unanimidade no âmbito das Corporações Policiais Militares, entretanto, poder-se-ão ensejar, num futuro próximo, a perda de vagas para as aludidas missões.

8. Face ao exposto, venho mui respeitosamente, solicitar a tão honrosa Corporação
adotar as seguintes medidas visando superar ou evitar possíveis óbices:
a. realizar ampla divulgação da existência e propósito desse tipo de missão;
b. incentivar a participação de seus quadros, inclusive do segmento feminino;
c. incentivar o estudo/proficiência dos idiomas inglês e francês;
d. realizar criteriosa seleção e indicação de pessoal; e
e. autorizar a participação dos militares habilitados.

9. Esta Inspetoria entende que o envio de Policiais Militares para missões deste gênero, além de reconhecimento à capacidade profissional da Corporação, faculta à mesma desfrutar da experiência pessoal e profissional adquirida pelos militares quando de seu retorno, o que redunda em imensurável benefício à própria Corporação.

10. Fundamentalmente, o presente expediente, tem o propósito de dar continuidade ao excepcional serviço prestado àquele organismo de segurança mundial, pelos Policiais Militares brasileiros, como observadores da ONU e continuar elevando o nome das Corporações e do Brasil no concerto das Nações Unidas.

Gen Bda Williams José Soares,
3º Subchefe do COTER e Inspetor-Geral das Polícias Militares.

quarta-feira, 17 de março de 2010

"Não somos amados"

Pesquisando sobre uma pauta para o blog, deparei com um artigo no blog da PM BA. É de autoria de um Sargento da reserva remunerada, falando sobre o que sentiu quando sobre que seu sobrinho fora aprovado em um concurso para PM. Ao longo do texto, ele fala sobre a alegria e preocupação com esta vitória e fala sobre uma doença que assola as PM: ele a chama de CTPVG. Comentários sobre o cotidiano policial, gírias militares, o contraste entre os "policiais bandidos" e os "bombeiros heróis" e estatísticas também enriquecem esse excelente texto que fala sobre o dia-a-dia e os dilemas por que passa aquele que para alguns é o herói e, para outros, é apenas um "mal necessário".

Veja o texto na íntegra no Blog Não somos amados.

terça-feira, 16 de março de 2010

Montadora americana desenvolve viatura para Polícia

Veja que matéria interessante retirada do site TOXINA1:

A Montadora revela visual de nova viatura para os EUA

A Ford divulgou as primeiras fotos da nova versão do Interceptor, modelo da marca fabricado especialmente para a força policial norteamericana. A máquina da lei é montada sobre a plataforma do sedã Taurus e chega para substituir a versão anterior, feita sobre o Crown Victoria.
A marca ainda não divulgou informações de motorização e de tecnologias no modelo. A apresentação oficial do carro acontecerá hoje em Las Vegas (EUA), onde as forças policiais do país poderão vê-lo de perto. É esperado que o Interceptor carregue o motor 3.5 EcoBoost V6 com tração nas quatro rodas.

Audi Q7 apreendido vira carro de polícia.

Audi Q7 chega aos 100 km/h em 5,5 segundosVolta e meia supercarros apreendidos nas mãos de bandidos aparecem nos notíciários. Mas o que aconteceu na Escócia é inusitado, pelo menos para a polícia de lá. É que o poder judiciário escocês decidiu transformar um Audi Q7 em viatura policial, após ser apreendido nas mãos de bandidos do norte do país. John Neilson, chefe de polícia local, explica a ação: “Esta é a primeira vez que fazemos isso. Mas certamente não será a última. Vocês vêem claramente que estamos mais bem equipados. Quero avisar aos ladrões que o que você tem hoje, em termos de carros e casas, pode não ter amanhã”, completa ele.

O jipão de luxo apreendido é equipado com motor turbodiesel de 500 cv de potência e brutais torque de 102 kgfm a 1.750 rpm. Com isso, a nova viatura escocesa chega aos 100 km/h em 5,5 segundos e a velocidade máxima é limitada em 250 km/h. Digamos que a polícia tem agora uma bela arma em suas mãos. Ah, se a moda pega no Brasil!
FONTE: retirado do Blog da Renata
MATÉRIAS ORIGINAIS ENCONTRADAS EM:
FONTE Materia 2

sexta-feira, 12 de março de 2010

Dica: multa de trânsito

Essa dica é do Blog da 2ª Companhia: se você foi multado por infração leve ou média e não foi punido pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, pode converter a infração em advertência. O artigo 267 do Código de Trânsito Brasileiro prevê tal benefício. Basta procurar o DETRAN, levando cópia da carteira de habilitação e a notificação da multa, e pedir o formulário para a conversão. A advertência chegará no seu endereço em até 30 dias. Vale lembrar que você não vai recuperar os pontos perdidos, mas pelo menos não terá que pagar.


Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503, 23/09/97)

"Art. 267 - Poderá ser imposta a
penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou
média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o
infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a
autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta
providência como mais educativa."

Fonte: Blog da 2ª Cia/2º BPM




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